Dialogos Estéticos II: visualização de dados

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O Paço das Artes realiza no dia 29 de maio de 2014 (quinta-feira), às 19h30, o segundo encontro da série Diálogos Estéticos. O evento é gratuito. Os artistas e pesquisadores da área de Tecnologia na Arte Marcus Bastos e Rosangella Leote discorrem sobre o tema “Arte, Ciência e Tecnologia” sob diversas óticas.Vou apresentar possibilidade de visualização de dados na arte, na ciência e na comunicação, com um retorno ao surgimento do conceito no âmbito das pesquisas de Richard Wurman sobre arquitetura da informação (termo que ele define de forma particular, para tratar de experiências de organização de grandes volumes de dados de forma a torná-los compreensíveis, e não no sentido mais comum e restrito usado na área de TI). Entre os exemplos estarão as visualizações feitas por Malinowski de composições de música erudita de diferentes períodos históricos, o aplicativo criado por Bjork para Biophilia, os mapas feitos pelo Arquitetura da Gentrificação para mostrar a variação de preços de aluguel em São Paulo, o site They Rule.net, a série Process de Casey Reas, e a plataforma Urban Observatory de Richard Wurman. Também serão apresentando resultados em processo da plataforma para mapeamento da Zona Leste em desenvolvimento no projeto ZL Vórtice, coordenado por Nelson Brissac, Jorge Bassani e Pedro Sales (imagens abaixo).

Mais informações é http://www.pacodasartes.org.br/eventos-e-acoes-de-formacao/dialogos_esteticos_ii_2014.aspx.

— com Priscila Arantes e Rosangella Leote.

Gamificação no BUG

Hoje 19h30, na Unesp-Bauru, acontece o debate sobre Gamificação durante o BUG, evento dedicado à cultura game. Vou apresentar um histórico de games que fogem dos formatos mais convencionais, discutidos em artigos como “Jogar ou não jogar: games em questão” (no livro Mapa do Jogo, organizado por Mirna Feitoza e Lucia Santaella) e palestras como “Soccer, protests and videogames“, apresentanda no reSource for Transmedial Culture 006. Uma nota curiosa, e fora de tema: ao reler o artigo publicado no livro Mapa do Jogo, percebi um erro de revisão destes inusitados, em que os pressupostos editoriais se sobrepõe à especialização das terminologias. Logo no começo do texto tem uma frase que diz: “Entretanto, a relação entre games e audiovisual não se restringe a essa tendência.  Os games são relacionados primeiro com o cinema (Jenkins, 2001; Bolter, 1998) e, às vezes à televisão (Bolter, ibid)”. O correto, conforme o arquivo original enviado para a publicação é: “Entretanto, a relação entre games e audiovisual não se restringe a essa tendência.  Os games são relacionados com o primeiro cinema (Jenkins, 2001; Bolter, 1998) e, às vezes à televisão (Bolter, ibid)”. O provável desconhecimento do revisor sobre o tema e o conceito (expresso, por exemplo, no título do conhecido livro de Flavia Cesarino Costa sobre os primórdios da linguagem cinematográfica), fez deslocar-se para outro ponto da frase a palavra “primeiro”. Ela foi parar onde parecia mais coerente, desconfigurando com o desejo de correção ortográfica uma afirmação que surgiu buscando mostrar a proximidade entre o momento inicial do cinema no século XIX e o momento de multiplicidade de formatos que os games viviam na época em que o texto foi escrito. Pensando bem, nem é uma nota tão fora de tema assim: é o problema persistente da linguagem usada de forma correta e das invenções que tensionam suas ordens com outros sentidos a ordem. Formatos que os exemplos apresentados abaixo representam com distenção e louvor.

VelvetStrikehttp://www.opensorcery.net/velvet-strike/

Arteroidshttp://vispo.com/arteroids/indexenglish.htm

UntitledGame

https://vimeo.com/89343205

https://vimeo.com/89343203

Painstation